sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Repertório

O repertório é uma escolha conjunta de um grupo para se expressar musicalmente. Cada uma das musicas devem expressar o sentimento desse grupo ou de pelo menos um. Quando existe ali uma música que não faz parte por esse motivo, ela não é autêntica, não é legítima, é apenas um produto mercadológico, comercial. Pedir a uma banda que faça um tributo é ferir com toda filosia, estética, e mágica da música, é desacreditar totalmente na possibilidade de algo real, verdadeiro. É dever do Rock n' Roll, com sua história, por suas raízes, lutar!


terça-feira, 26 de maio de 2015

Hangar 18 Solo 3 cover

É sempre muito importante está reservando parte da sua semana para investir em músicas que você gosta. Enquanto o estudo das técnicas e escalas (aquilo que eu considero mais importante) abre para você as portas, isso não valerá de nada se não for musicalizado e é estudando a história da música, os grandes guitarristas que vieram antes de você e como eles aplicavam as técnicas antes treinadas que você adquirirá um bom desempenho no seu instrumento!

domingo, 10 de maio de 2015

Hangar 18 | Solo 1 cover

Estudar música envolve desde estudar as escalas, aprimorar a paletada até o conhecimento dos sons, da percepção, dos timbres. Tudo é música e tudo deve ter um lugar de respeito em seu horário de estudo. Dentre tantas coisas importantes, talvez a mais significativa é o tocar literal. É tocando que se aprende. Guardemos todos sempre um tempinho para estudar nossos solos e riffs favoritos, pois são os nossos ídolos nossas bases sobre as quais crescemos!!

Ae vai um pouquinho do meu ultimo estudo, solo 1 de Hangar 18 do megadeth!


 


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Palhetas NE

Palhetas NE

R$ 5,00

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Camisa NE

Camisa NE Preta - Tamanho M

R$ 30,00

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Camisa NE preta - Tamanho G

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Camisa NE preta - Tamanho GG

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Button Branco NE Signature

R$ 5,00

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Button Dourado NE Signature

R$ 5,00

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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Vamos compor uma música?

Fala galera, me perguntaram esses dias sobre o meu processo criativo, como eu trabalho minhas ideias e como faço minhas músicas, então eu decidi compartilhar isso com vocês.
Primeiro gostaria de deixar claro que eu não acredito que exista uma coisa chamada talento, esse mito criado em volta da criatividade que muitas vezes acaba desestimulando aquele que pensa talvez não ter sido beneficiado com tal graça. A única coisa que importa aqui realmente é trabalho duro, dedicação e amor.

Eu sempre quis ser compositor, sempre quis fazer minha própria música e com apenas 8 anos eu já escrevia algumas rimas sobre melodias de outras músicas, fazia versões em português para Guns n' Roses, Metallica, Iron Maiden e outros artistas da minha infância. Esse "estudo" aprimorou em mim a facilidade em processar ideias métricas, pensar algo que eu "queira dizer" que caiba perfeitamente no espaço melódico onde iremos compor.

Quando entrei para as aulas de violão aos 13 anos, logo nas primeiras aulas fiz questão de aproveitar os poucos acordes que eu aprendi e escrevi minha primeira música. Com mais dois acordes aprendidos, outra música. Isso me lembra algumas conversas que tive com amigos onde chegamos a conclusão de que não existe a pessoa que "sabe tudo", que detém "todo o conhecimento" para agir com perfeição. O que importa é fazer, com o que você tem, da forma que você consegue e isso vai dar sua personalidade para a música, e a partir dai, quem sabe então, você terá algo que para aprimorar.

É muito importante estudar seu instrumento, eu passo praticamente todo o dia com a guitarra no colo e o meu estudo hoje em dia esta 90% voltado para a composição. Eu me organizo de forma a estar estudando escalas sobre as quais gostaria de fazer solos, técnicas quais gostaria de estar usando e sempre entre um estudo e outro, entre um subir e descer de escala, alguma ideia se organiza e um riff é criado. O Riff é resultado de horas de estudo e amor com seu instrumento, ele nasce a partir dessa relação e vai demonstrar o grau de afinidade que o compositor tem com seu instrumento. 

Ao longo de um mês de estudo a coleção de riff começa a crescer, podendo dividi-las por tonalidade, velocidade, "climas", intencionalidade, etc. É importante nessa parte o domínio sobre a harmonia, que ajuda escolher os acordes, reconhecer em alguns riffs possíveis intenções modais e a ter ideias que podem sofisticar a composição. 

Escutar músicas é fundamental! Você deve analisar os padrões dentro das músicas que te inspiram, reparar quais são as sequencias sob as quais elas foram construídas: Ela começa com solo? com riff? quantos riffs antes de começar a cantar? tem pré refrão? quantas partes tem essa música? [...] Assim você tem um roteiro do seu projeto, podendo começar tendo uma meta tangível,  sabendo quando sua música estará pronta, podendo então passar para o vocalista da banda ou partindo para o próximo passo, a letra.

Eu me considero um letrista realmente ruim, sou apaixonado por Freddy Mercury, Dave Mustaine, John Lennon, Chico Buarque, Milton Nascimento e talvez por isso eu seja realmente muito crítico com o que digo, como digo e quando digo. Escolhi compor em inglês pela semântica da língua. Há uma facilidade maior de se soar poético no inglês. O português é uma língua linda e muito sofisticada! Compor em português demanda um estudo minucioso da língua e um cuidado para não soar brega ou bobo (um final triste que vejo alguns músicos de boa intenção caindo). O português exige então muita literatura, muita escrita e sem dúvidas, amor e respeito pela língua. 

Eu componho as melodias sempre com o instrumento na mão e honestamente eu não acredito que possa existir um bom compositor que não cante! Enquanto toco a música em meu instrumento, arrisco algumas melodias abusando do "na na na" e do "la rai-á", deixo essa parte por conta da improvisação vocal, do que vier, do que soar bem e com a melodia pronta, é só escolher um tema! Costumo por a música pra tocar em minha mente (ou pode ser na realidade também, experimente gravar você tocando com um celular) e soltar a rima! Manhãs silenciosas sempre me ajudam a pensar, aproveite o silêncio!

Para finalizar, uma dica que eu dou: A música é um movimento humano, é um ritual social. Ela é legítima quando está inserida em um meio. Não perca tempo fazendo músicas fechado em seu quarto, pegue suas ideias, junte-se com amigos, com sua banda, deixem que participem do processo, isso vai lhe garantir que sua música soe muito mais autentica!


sábado, 28 de março de 2015

A Música e a crise cultural

Existe uma crise cultural visível hoje e eu vejo poucas pessoas falando sobre isso. Cada ano que passa há um numero menor de músicos bons aparecendo e eu me lembro de quando tinha meus 15 anos, meu professor tinha ao menos três alunos que tinham potencial e dedicação. Havia uma crescente cena musical em juiz de fora, o festival de bandas novas que sempre colocava dezenas de garotos nos palcos. A música estava em alta. Era fácil para mim, como um guitarrista de quinze anos estar em vários projetos ao mesmo tempo, então algo aconteceu tudo acabou.
O festival de bandas novas não tem mais bandas novas, os alunos de guitarra compram guitarras caras e extravagantes e não tocam seus instrumentos, não há mais grandes músicos surgindo e eu duvido muito que surja algum.

Converso com pessoas que culpam a internet. Esse veículo midiático que ao mesmo tempo foi precursor de uma nova era, de uma liberdade do músico e da queda das grandes gravadoras em prol do artista independente, trouxe para a juventude uma facilidade de adquirir, de ver, de confrontar tudo, que de alguma forma, esses jovens que seriam o futuro da música, se veem bombardeado por informações a ponto de que nada mais interessa, nada tem um real valor. Afinal, não há lógica em se estudar um instrumento e tentar fazer boa música quando você nunca será melhor que um chines de 10 anos, certo? Errado!

Há também aqueles que culpam o mercado, a grande mídia que só exploram e vendem aquilo que a massa consome. E esses são meus favoritos! Eu me indigno em ver que grandes músicos vivem nessa má-fé, jogaram para os outros e para o mercado a responsabilidade de não haver ninguém consumindo sua "música legítima". É claro que eu não quero aqui tirar a responsabilidade das grandes mídias, eles são sim grandes culpados por veicular apenas aquilo que lhes interessa, aquilo que da lucro... Mas não seria injusto demais culpar somente os outros quando os grandes músicos do Brasil estão ocupados tocando axé? tocando "sertanejo" universitário? A premissa que lhes cabem é: "nós precisamos sobreviver, precisamos pagar as contas". Mas não pensaram antes talvez, que a música não da renda? Sua mãe nunca lhe disse isso? Esses "músicos" escolheram a música por amor, por paixão e em algum momento tiveram seus valores corrompidos, desmantelados no ar. Eles não conseguem ver que, por estarem produzindo músicas ruins com bandas e ideias ruins, são culpados pela contínua produção de cultura ruim, cultura-produto. O povo só consome música ruim... e se não houver ninguém tocando Luan Santana's e Michel Teló's? Quem irá consumir algo que não existe? Acreditam mesmo que as pessoas irão viver sem música? Será que elas não iram então, consumir outro tipo? Quem sabe a música que os "ex-grandes músicos" do axé realmente gostariam de fazer?

Esse movimento anti-cultural e capitalista afeta diretamente nossa forma de ver o mundo e afeta a forma como nosso público, nossos alunos, nossos amigos compreendem a realidade musical. Desestimula e corroí a autoestima  de nossas crianças a ponto de que elas não veem na música, algo de valor, algo que carregue nossa história e pensamento pelos séculos. É preciso cativar, encantar e criar nosso público, é preciso mostrar a aqueles que estão à nossa volta o valor de nossa história e de nossa cultura, é preciso criar hoje aqueles que irão produzir e consumir cultura legítima amanhã e isso meus amigos, não há nada que compre, não há nada que pague, é uma escolha de vida, um trabalho para nós mesmos.